O RN e as Eleições 2026
A corrida eleitoral de 2026 definitivamente começará quando se esgotar o prazo legal para realização das convenções partidárias, em 05 de agosto. Na disputa presidencial, o mesmo de sempre: com os contínuos percalços e erros de seus adversários mais expressivos, Flávio Bolsonaro e o octogenário – posto que bem “parrudinho” – presidente Lula nadam em braçadas à frente, projetando uma suposta reeleição em primeiro turno.
Todavia, é cedo demais para conclusões, máxime porque acredito, a exemplo do velho Karl Marx, que “tudo o que é sólido desmancha no ar”.
Por mais que seja um ardoroso defensor da democracia, sei que nem sempre as escolhas do povo eleitor são as melhores, embora devam ser respeitados os resultados que emergem das urnas. A grande vantagem, no terreno democrático, é que uma escolha equivocada pode — o que nem sempre ocorre — ser corrigida na eleição seguinte. Apesar dos danos e prejuízos provocados por maus governos, eles se mantêm ou se renovam com o consentimento popular.
Os três principais blocos políticos do RN
Focalizando especificamente as eleições majoritárias do Rio Grande do Norte, é importante frisar que estarão em confronto três estruturas mais expressivas, embora sem qualquer menosprezo às demais:
- O bloco progressista, liderado pela governadora Fátima Bezerra;
- O bloco de centro-direita e direita, que orbita em torno da candidatura de Allyson Bezerra;
- O bloco de extrema-direita, comandado pelo senador Rogério Marinho, cujo candidato ao Governo do Estado é Álvaro Dias.
Os demais grupos, apesar de merecerem respeito, são numericamente inexpressivos. Aliás, a despeito das muitas teorias sobre a democracia enquanto filosofia de princípios, a verdade é que ela se traduz em uma regra lógica e inafastável de valores numéricos: a maioria sempre prevalece. Quem obtém mais votos leva o botim.
Novidades na disputa estadual
É interessante notar que os três maiores agrupamentos são perfilados, direta ou indiretamente, por figuras tradicionais da política potiguar das últimas três décadas. No entanto, entre os candidatos ao Governo do Estado, as novidades são o ex-secretário da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, o “Cadu de Lula”, e o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra.
A fase decisiva do processo eleitoral
Realizadas as convenções partidárias, tiveram início os pedidos de registro das candidaturas proporcionais e majoritárias, um processo extremamente burocrático e perigoso para partidos e candidatos. Um simples deslize pode destruir um portentoso projeto político-eleitoral.
Daí porque, nessa fase, cercar-se de excelentes advogados é fundamental.
Requeridos os registros das candidaturas, inicia-se o prazo para impugnações, destacando-se, nesse aspecto, a vigilante atuação do Ministério Público Eleitoral.
Ressalte-se que a Justiça Eleitoral é lépida e fagueira: julga rapidamente, em homenagem ao princípio finalístico que a orienta.
Será a partir das decisões do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TER-RN) sobre os pedidos de registro das candidaturas, em todos os níveis, que teremos um quadro real do início das eleições de 2026 no Estado.
